Cirurgia de cranioestenose: quando operar e como é a recuperação

Cirurgia de cranioestenose: quando operar, como é e recuperação

A cirurgia de cranioestenose é o tratamento indicado quando uma ou mais suturas do crânio do bebê se fecham antes da hora. O objetivo é corrigir o formato da cabeça e garantir espaço para o cérebro crescer.

Receber essa indicação costuma gerar muitas dúvidas. Por isso, neste artigo, você vai entender quando operar, como é o procedimento, qual é o papel do capacete e como funciona a recuperação. Se ainda precisa entender o que é a condição, leia antes o nosso conteúdo sobre cranioestenose.

Quando operar a cranioestenose?

O momento da cirurgia depende de alguns fatores. Entre eles estão a sutura afetada, a idade do bebê, a gravidade da deformidade e a presença de sinais de pressão elevada dentro do crânio.

De modo geral, quanto mais cedo o diagnóstico, mais opções de tratamento a família tem. Em bebês pequenos, por exemplo, a técnica minimamente invasiva costuma ser considerada. Já em bebês maiores, a cirurgia aberta é mais frequente.

A idade ideal varia de acordo com cada caso. Por isso, a decisão é tomada na consulta, depois da avaliação clínica e da tomografia com reconstrução 3D.

Como é a cirurgia de cranioestenose?

Existem duas abordagens principais. A escolha depende da idade da criança e do tipo de cranioestenose.

Cirurgia endoscópica

A cirurgia endoscópica é feita por incisões pequenas, com o auxílio de uma câmera. Ela é indicada principalmente para bebês mais novos, quando o crânio ainda se remodela com facilidade junto com o crescimento do cérebro.

Em geral, esse procedimento tem incisões menores, menor perda de sangue e tempo de cirurgia mais curto. Depois dele, o uso de capacete costuma fazer parte do acompanhamento.

Cirurgia aberta

A cirurgia aberta, também chamada de remodelação craniana, é feita por uma incisão no couro cabeludo, que fica escondida pelo cabelo. Nela, o neurocirurgião reposiciona e remodela os ossos do crânio.

Esse procedimento é mais indicado para bebês maiores, para deformidades mais acentuadas e para casos com várias suturas envolvidas. Por ser mais extenso, exige acompanhamento próximo logo depois da cirurgia.

A melhor técnica é aquela indicada para a idade e o tipo de cranioestenose do seu filho.

Capacete para cranioestenose: é sempre necessário?

Não. O capacete não trata a cranioestenose sozinho, porque ele não reabre uma sutura que já fechou.

Quando é indicado, ele funciona como complemento da cirurgia, principalmente depois da técnica endoscópica. Nesses casos, ajuda a orientar a remodelação do crânio. A necessidade, o tempo de uso e o modelo dependem da conduta médica e da evolução de cada criança.

Já nas deformidades posturais, o tratamento é outro. Para entender a diferença, leia sobre plagiocefalia posicional.

Como é a recuperação da cirurgia de cranioestenose?

A cirurgia é feita com anestesia geral, em hospital com estrutura para atendimento infantil. Depois do procedimento, a criança fica em observação nas primeiras horas na UTI pediátrica e nos próximos dias na enfermaria. O tempo de internação varia conforme a técnica e a evolução de cada caso.

Nos primeiros dias, é esperado haver inchaço no rosto e nas pálpebras, principalmente na técnica aberta. Além disso, o bebê pode ficar mais sonolento ou irritado, e a equipe orienta o controle da dor.

Antes da alta, os pais recebem orientações sobre curativo, cicatriz e sinais de alerta. Depois, os retornos servem para avaliar o formato da cabeça, o crescimento e o desenvolvimento.

Quais são os riscos da cirurgia?

Toda cirurgia tem riscos. Na cirurgia de cranioestenose, a equipe avalia principalmente sangramento, riscos da anestesia, infecção e, em situações específicas, a necessidade de novo procedimento.

Por isso, é importante escolher uma equipe com experiência em neurocirurgia pediátrica e um hospital com estrutura adequada. Todos os riscos devem ser explicados com clareza antes da cirurgia.

Quem trata a cranioestenose?

O tratamento é conduzido por um neurocirurgião pediátrico com experiência em craniossinostose. Em alguns casos, a equipe conta com outros especialistas, como geneticista.

Como a condição é rara, nem toda cidade tem especialista. Por isso, muitas famílias buscam avaliação em outros centros. O Dr. Marcos Devanir atende em São Paulo, na Vila Mariana, e também por telemedicina. Assim, a primeira avaliação pode ser feita mesmo à distância.

Na primeira consulta, o médico examina a cabeça do bebê e analisa os exames já feitos. Se necessário, pede a tomografia com reconstrução 3D. Em seguida, explica o diagnóstico e o plano de tratamento, com o momento e a técnica indicados.

Quando procurar um neurocirurgião pediátrico?

Procure avaliação se notar alteração persistente no formato da cabeça do bebê, assimetria no rosto ou na testa, ou se o pediatra suspeitar de fechamento precoce das suturas.

Procurar o especialista não significa que a cirurgia será imediata. Significa ter um diagnóstico correto e uma orientação segura.

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